Uma jornada inusitada entre cachorros-quentes e skate Série: Minha História #6
Em meio aos altos e baixos que marcaram minha trajetória profissional, alguns momentos se destacam pelas lições inesperadas. Hoje, compartilho uma parte dessa jornada que começou de uma maneira nada convencional, indo de ajudante na carrocinha de cachorro-quente dos meus pais para a vendedora em uma loja de roupas para skatistas – dois mundos que, mesmo parecendo distantes, se entrelaçaram de forma surpreendente na minha vida me trazendo mais conhecimento.
Meu primeiro emprego fora do círculo familiar foi numa loja de roupas para skatistas, cujo nome não recordo, mas as lembranças do jovem dono permanecem vivas. Quando eu digo jovem, quero dizer jovem mesmo, eu devia ter no máximo 18 anos quando fui contratada por ele e ele era mais novo que eu. Ele ganhou a loja dos pais como um “ganha-pão”, sendo aquele típico jovem rebelde sem causa, comum entre os filhos de pais ricos. No entanto, por trás das roupas estilizadas, existia uma realidade que eu sabia que não seria nunca a minha.
O jovem empresário estava mais interessado em usar a loja como seu playground pessoal do que em garantir o sucesso comercial. Entre nuvens de fumaça e risadas descontraídas, as vendas eram raras, mas para ele, tudo estava sempre “tudo bem”. Essa experiência, apesar de ter impacto limitado em minha história, iluminou de forma inesperada a diferença entre as realidades dos privilegiados e daqueles que tem que correr atrás. Não me entendam mal, sei dos meus privilégios, reconheço que tenho algumas facilidades em vários aspectos, mas a sagacidade que os jovens ricos têm devido à educação privilegiada nunca foi meu forte na vida profissional e isso dificultou muito o meu ingresso no mundo profissional.
Encerro por aqui, mas há muito mais a contar na próxima experiência.
P.S.: Acho que o nome da loja era algo como “182”, não sei por quê, mas isso veio à mente agora ao escrever a despedida deste artigo.
