Panfletando Histórias: Minha Experiência Inesquecível com a Revista Point Série: Minha História #7


Continuando minha série de posts de como as minhas pegadas me trouxeram até aqui, hoje quero compartilhar um capítulo especial da minha trajetória profissional, uma fase marcante que se desenrolou entre 2004 e 2010, quando tive o prazer de ser panfleteira para a @revistapoint em Sete Lagoas. Essa revista, criada especialmente para os jovens da cidade, não foi apenas um trabalho; foi uma jornada repleta de lições e encontros significativos.

Minha entrada no mundo da panfletagem foi bem despretensiosa. Como eu já contei aqui, fui ajudante na carrocinha de cachorro quente dos meus pais e lá conheci várias pessoas, entre elas o Luis da Bartucada (não lembro o sobrenome dele, desculpe) então ele me chamou para panfletar em um show para ele, e depois me apresentou para o Luiz Carlos Romualdo S. Filho. Comecei essa jornada então equilibrando a vida de estudante, de ajudante na carrocinha de cachorro-quente e a vida de “panfleteira” em sua maioria para Revista Point. A Revista Point não era apenas um veículo de comunicação, mas também uma promotora de shows locais, e por isso precisava de jovens para divulgar esses eventos pela cidade.

As panfletagens aconteciam principalmente à noite durante a semana (quinta e sexta) e de manhã e à noite nos finais de semana. Um trabalho simples, mas que me trouxe inúmeras experiências positivas.

Conexões Poderosas: Conheci pessoas incríveis, e destaco Luiz e Adriana (não encontrei o LinkedIn para marcar), os donos da Revista, que confiaram em mim desde o início.

Diversidade de Shows: Além de panfletar para os eventos da Revista Point, tive a oportunidade de divulgar outros shows na cidade, expandindo meu círculo de contatos e vivenciando diversas experiências culturais.

Shows praticamente na faixa: O pagamento, na maioria das vezes, consistia em ingressos para os shows e uma quantia em dinheiro. Esse dinheiro ia direto para consumir nos eventos, criando uma dinâmica única.

Essa experiência foi incrível, e minha responsabilidade e comprometimento rapidamente me transformaram em uma presença constante no time de panfleteiros da Revista Point. Luiz sabia que podia confiar em mim, pois muitas pessoas jogavam fora os panfletos, e outras enrolavam, e por isso eu me tornei por várias vezes a escolha, as vezes a única, dependendo do caso.

Antes de me despedir da cidade, Luiz me chamou para ajudar na organização das revistas, embalar com os brindes e levar nas bancas, um sinal de confiança que carrego com orgulho, pois além de tudo eles faziam isso dentro da casa deles, então eles abriram as portas da casa deles para me receber sempre com muito carinho.

Conviver com Luiz e Adriana foi marcante. Luiz, inteligente cultural e comercialmente, e Adriana, além de inteligente, irradiava amor por todos ao redor. Lembro-me com carinho dessa fase e de algumas experiências que se destacaram. O maior de todos os destaques:

Amizade Especial: Foi através da Revista Point que conheci Claudinho, que se tornou um dos meus maiores amigos, alguém irreverente e extremamente inteligente. Quem for de Sete Lagoas e conhecer a Revista Point com certeza vai lembrar dele. Engraçado como ele vem de tempos em tempos nos meus pensamentos. Quando estou escrevendo um G, quando tenho que escrever “perspectiva”, ou quando músicas do grupo Rebeldes tocam (piadas internas e lembranças de momentos que tive com ele). São várias histórias que vão ficar para sempre no meu coração e só eu sei como ele foi um grande amigo.

E, claro, os shows! Panfletar para a Revista Point me permitiu vivenciar diversos espetáculos quase na faixa, como Babado Novo, CPM 22, Jota Quest, Nando Reis, Roupa Nova, Biquini Cavadão, Tianastácia, U2 Cover, Victor e Leo, Sideral, Lex Luthor, Bartucada de Diamantina, entre outros que não me recordo.

Essa fase foi mais do que trabalho; foi uma escola para mostrar como que ser uma pessoa em que se pode confiar e uma pessoa leal é importante e eu sempre tive isso comigo, é meu e não da vida profissional e ao longo da minha carreira e até hoje fica claro isso, pois é uma coisa que sempre é repetido para mim como uma das minhas características mais marcantes (tanto quanto organização). A Revista Point não apenas me deu oportunidades profissionais, mas também construiu laços e memórias que levo comigo em toda minha jornada. Que venham mais histórias e experiências! 👊✨

Ahhh e eu colecionava as revistas, tá? Amava principalmente ver as fotos dos shows e eventos da cidade para tentar identificar as pessoas que eu conhecia. Esse aqui era meu Acervo da Revista Point.

Se quiser saber mais sobre a história da Revista Point, deixo aqui uma entrevista que o Luiz deu ao site setelagoas.com.

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