A vida é uma troca, vamos contribuir! Série: Minha História #4
Dando continuidade a série de artigos sobre minhas experiências que me trouxeram até aqui, agora começo com uma grande mudança para Sete Lagoas – MG. Tudo muito lindo, e, por ser uma cidade pequena, minha mãe passou a deixar a gente sair pela cidade, coisa que não acontecia quando morávamos no Rio e com isso conhecemos muitas pessoas.
Algumas das pessoas que conhecemos foram os nossos vizinhos de bairro que eram crianças mais novas que a gente, mas amizade é amizade. Eu era apaixonada por aquelas crianças e adorava passar minhas tardes com elas. E então percebi que poderia ajudá-las com os seus deveres de casa.
A verdade é que eu adoro ajudar as pessoas e acho que todo mundo precisa da minha ajuda, mas não é bem assim, preciso entender que nem sempre as pessoas precisam que eu faça algo por elas. Preciso entender também que meu tempo é precioso pra mim, tento abraçar o mundo e o mundo me abraça (não no bom sentido).
Mas, voltando ao assunto, lembro-me das crianças sentadas na mesa de jantar da minha casa, todas elas fazendo os deveres de casa. Nem sei que autoridade eu tinha para isso, mas não me chamei de “professora particular” justamente por isso, por saber que não ensinava nada, apenas ajudava elas com seus trabalhos. Queria motivá-las e mostrar que era muito importante estudar.
Essa experiência não durou muito tempo, mas foi muito importante pra mim, por isso quis citá-la.
Sei muito bem porque dessa minha vontade de ajudar as pessoas. Quando era criança minha família acolhia crianças de abrigos, ou mesmo de rua para dar banho e para doarmos brinquedos para elas.
Essa imagem, dando banho nas crianças lá em casa é viva ainda na minha cabeça e por isso quero sempre ajudar as pessoas e realmente acho que “ajudei” essas crianças do meu bairro. Sei que elas fariam o trabalho da escola mesmo se eu não estivesse ali, mas na época eu preferia acreditar que estava fazendo a diferença para alguém, e realmente espero ter feito alguma diferença, pois para mim fez muita diferença.
Obrigada por ter vindo até aqui. Nos “lemos” no próximo artigo da série.
